Sem Dilma Rousseff, “Ratinho” recupera 2º lugar

Roberto Stuckert Filho/Divulgação

Roberto Stuckert Filho/Divulgação

Estrela do “Programa do Ratinho” da última segunda-feira (7), Dilma Rousseff derrubou a audiência do SBT.

Exibido entre 22h e 23h15, sem a concorrência integral da novela “Amor À Vida”, o palanque de Carlos Massa alcançou 4,8% de média, atrás de Globo e Record – por pouco o “CQC” não empurrou a entrevista com a mandatária para o quarto lugar.

De todas as atrações exibidas pela emissora no horário nobre, apenas “Casos de Família” e “SBT Notícias” tiveram desempenho pior, com 3,9% e 3,8% aferidos. Considerando o resto da grade, Dilma foi superada por “Maria do Bairro”, “Cuidado com o Anjo”, “Rubi”, “O Privilégio de Amar”, “Três é Demais”, “As Visões de Raven”, “Rebelde” e “Chiquititas”, atrações veiculadas quando o total de televisores ligados é reduzido.

Esta não é a primeira vez do apresentador no meio político. Desde o retorno ao horário nobre, Ratinho tem investido maciçamente na presença de deputados, ministros, governadores e nomes fortes de São Paulo, principal praça do Ibope.

Em maio do ano passado, por exemplo, Lula fez uma visita surpresa ao Complexo da Anhanguera, com o propósito de apresentar Fernando Haddad aos paulistanos – ele atingiu 8%. das intenções de voto na primeira pesquisa divulgada após a aparição, em 31 de maio de 2012.

Ontem (8), sem políticos, “Ratinho” alcançou 6,4%, recuperando a vice-liderança.

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Gugu solta o azulão na banheira

Nunca soltaram o Azulão.

Nunca soltaram o Azulão.

O Azulão é outra revelação abençoada do Ratinho.

Funcionário da Record, o simpático cantor ganhou uma chance do apresentador em 1997, quando uma gravadora deu cano no programa, deixando-o sem atracão para aquela noite.

Bastou pouquíssimo tempo para o refrão “solta o azulão, solta o azulão, paixão” ficar mais popular que a esquistossomose.

Atento às tendências, Gugu tratou de pedir emprestado o talento da concorrente para testá-lo na função de caçador de sabonetes.

Os comentários de Tiririca e a perseverança de Núbia Ólliver, algoz do cantor na banheira, apenas abrilhantam este espetáculo molhado e lúdico, que garantiu a liderança ao SBT na disputa com a Globo.

Ratinho apresenta Inri Cristo em rede nacional

Inri Cristo surgiu no "Ratinho Livre".

Inri Cristo, Rodolfo, ET, Bola 8 e Rodela são algumas das personalidades banhadas com a graça D’ele e reveladas por Ratinho.

Jesus só apareceu em rede nacional no Brasil em maio de 1998, quando Ratinho atravessava o ápice de sua carreira.

Apresentado como um homem “muito polêmico”, o filho do Criador surgiu no teatro da Rede Record quando um dos rituais mais interessantes da TV brasileira eclodia: o ritual de humilhação à Globo.

Bastava o ibope apontar um minuto de liderança para Ratinho comemorar. O show, também disponível no vídeo abaixo, começava com a trilha sonora de sua banda de apoio. Ela executava o tema do “Jornal Nacional” para o apresentador escalar a própria mesa e dançar. Sim, dançar. Como se não houvesse amanhã.

Antes de descer do móvel, tão valente quanto a cadeira que atura Adele em “Rolling In The Deep”, havia o recadinho para o pessoal do Projac. O da ocasião eclesiástica: “O Fantástico do povo ganha da Globo”.

“Fantástico do povo”. Talvez a melhor definição para o “Ratinho Livre” tenha surgido inocentemente, da boca de seu próprio anfitrião.

A entrevista? Bem, ela foi bem menos pitoresca e impactante que a apresentação em si. O “Pânico” e o “Superpop” fizeram, na última década, um trabalho muito mais consistente na merecida ridicularização de Inri. Apenas uma revelação feita a Ratinho mereceu nota: a de que a “Terra de Santa Cruz” (o Brasil) foi o lugar que seu pai lhe deu como Pátria. Paciência. Se o pequeno Inri arrumasse direito o quarto, fizesse a lição de casa e não faltasse ao judô, tenho certeza, ganharia a Holanda no Natal, seja lá o que isso signifique a ele.