Os piores programas infantis da TV brasileira

Em "Xuxa no mundo da imaginação" até o ibope era imaginário.

Em “Xuxa no mundo da imaginação” até o ibope era imaginário.

Antes da popularização da TV paga, as redes abertas investiam pesadamente na compra de desenhos e na produção de programas infantis. A grade das manhãs era quase exclusiva das crianças, bem como a faixa das 17h às 19h.

A ânsia em conquistar esse telespectador gerou alguns clássicos positivos, como o Disney Cruj, o Mundo da Lua e o Rá-Tim-Bum, mas também criou verdadeiros castigos em formato audiovisual.

O post de hoje, homenagem ao Dia das Crianças, reúne exatamente as maiores pragas do gênero infantil. As atrações que fazem você sentir muita vergonha do passado.

Xuxa no Mundo da Imaginação
Motivada pelo sucesso fonográfico de “Xuxa Só Para Os Baixinhos”, a “rainha” resolveu inovar nas manhãs da Globo, em 2002. As brincadeiras imbecis foram aposentadas, em respeito a um novo Brasil que se desenhava. No lugar delas, surgiram as historinhas imbecis e pedagógicas.  Apesar do esforço da emissora (leia-se trocar diretor, mudar formato e orar), o ibope nunca correspondeu às expectativas. As brincadeiras infantis, afinal, sempre melecavam alguém.

Show Maravilha
Mara Maravilha foi magra um dia. Foi, também, apresentadora infantil. Contratada pelo SBT para acabar com a dinastia das loiras, ela comandava no SBT uma animada gincana entre meninos e meninas. Entre uma e outra prova reciclada do “Passa ou Repassa”, chamava os desenhos, que, aliás, são os mesmos de hoje, e cantava “Curumim”. Por “Curumim”, decreto: mereceu engordar.

Band Kids
Em 2000, no auge de “Dragon Ball Z”, a Band teve uma brilhante ideia: colocar uma japonesa vestida de Sailor Moon anunciando desenhos todas as tardes. Seu poder? Levar os garotos ao banheiro. Seu ibope? Quase zero.

Bom Dia & Cia
Muitos profissionais apresentaram o programa que sucedeu a Vovó Mafalda no SBT. Os piores, e nem precisei de roleta pra decifrar isso, foram Priscila e Yudi. Os sorteios, com o indefectível coro “Preistêixom, Preistêixom”, azucrinam a mente dos telespectadores – e a imagem do console – até hoje.

Fadinha do Brasil
Mistura de Cybercops e Capitão Planeta, Fadinha do Brasil apresentou ao Brasil um novo heterônimo de Mulher Pêra. Sim, amigos, ela é ambientalista.


Turma do Arrepio
História em quadrinhos nacional, a Turma do Arrepio teve um fim triste: virou série da Manchete. Talentosa na hora de mostrar peitos, a emissora dos Bloch era bem fraquinha com peças mais, digamos, conceituais.

Anúncios