HBO lança “Behind The Candelabra” no sábado

"Behind The Candelabra": status de estreia da semana.

“Behind The Candelabra”: status de estreia da semana.

Vencedor de 11 prêmios Emmy, o telefilme “Behind The Candelabra” estreia no Brasil neste sábado, 19 de outubro, às 22 horas, dentro da principal sessão do canal HBO.

Liderado por Michael Douglas, o roteiro conta a história do pianista gay Valentino Liberace, um dos principais astros do showbiz americano. Seu envolvimento amoroso com o hoje presidiário Scott Thorson, interpretado por Matt Damon, é o fio condutor da história.

Confira o trailer

O bom negócio da HBO

"O Negócio": novo drama da HBO.

“O Negócio”: novo drama da HBO.

A HBO aprendeu com o erro de “FDP”.

Sua nova série, “O Negócio”, focada em um grupo de prostitutas que aposta em ações de marketing para turbinar a lista de clientes, passou longe da tentação do estereótipo.

Não há vitimismo, crítica social ou filosofia barata a respeito do direito de vender o corpo. Nem análise ideológica do papel da propaganda no homem contemporâneo.

As personagens, dúbias sob o aspecto moral, demonstram o tempo todo controle sobre o que pensam e fazem, ignorando o caráter duvidoso de suas opções e a influência deste comportamento à imagem delas. São o que são. Cobram o que pensam valer.

Ao focar a psicologia em detrimento da sociologia, “O Negócio” manda um ótimo recado: há espaço para uma ficção menos romântica na TV.

HBO exibe season finale de “Mad Men” e estreia de “The Newsroom” em sequência

Jeff Daniels é o protagonista de "The Newsroom".

Jeff Daniels é o protagonista de “The Newsroom”.

A HBO exibe nesta noite (15) a season finale de “Mad Men” e o primeiro episódio da aguardada segunda temporada de “The Newsroom”.

A sequência começa às 21 horas, com o desfecho do sexto ano de “Mad Men”. Parte da política de diminuição das janelas na TV paga, a nova safra de “The Newsroom”, lançada nos Estados Unidos ontem (14), tem estreia programada para a faixa das 22 horas.

Para combater os torrents, a HBO tem investido sistematicamente em transmissões simultâneas e conteúdo sob demanda, por meio dos recentes HBO GO e HBO OD.

“Game Of Thrones”, a série mais pirateada do mundo, e “True Blood” são dois títulos que já possuem no Brasil um calendário de exibição idêntico ao praticado nos Estados Unidos. “Mad Men” não participa do projeto porque é uma produção original da AMC, mas ainda assim possui um dos menores intervalos de veiculação da TV paga: 22 dias.

Adeus, Tony Soprano

James Gandolfini em cena de "Família Soprano"

James Gandolfini em cena de “Família Soprano”

TV ligada.

“Woke Up This Morning” começa a tocar.

Nos próximos 60 minutos, tenho a certeza de que nada me aborrecerá.

James Gandolfini é Tony Soprano. Tony Soprano é James Gandolfini. Quando a genialidade aflora, só os deuses conseguem separar a carne da arte.

Mafioso de New Jersey, Tony padece de três males: o trabalho, a família e a síndrome do pânico.

Por ser impossível a dissociação desses problemas, resolve procurar uma psicóloga.

Nas consultas com a Dra. Jennifer Melfi, apenas alimenta a megalomania. O ar primitivo. Com simpatia, é claro. Soprano é simpático. Gandolfini é simpático.

Lá vai o Tony sufocar a mãe no corredor do hospital. Pena os seguranças impedirem-no. Agora, ele resolveu entrar na casa de uma amiga para desferir cintadas um conhecido que resolveu namorá-la. Aquele outro rapaz esqueceu de pagá-lo. É justo que seja perseguido como um animal. Parece que Christopher, seu sobrinho, está confuso. Melhor mesmo matá-lo engasgado no próprio sangue, antes que faça alguma bobagem.

Cumplicidade. Essa é a minha resposta -e a de todo o público- para a brutalidade engendrada por Tony Soprano episódio a episódio. Ele achaca. Ele estapeia. Ele executa. Nós achacamos. Nós estapeamos. Nós executamos. Guiados pelos olhos de Gandolfini, abandonamos a lógica e qualquer senso de pertencimento à humanidade. Porque nem a lógica nem a humanidade nos interessam mais do que o talento ali expressado. É gratificante ser mesquinho.

Tony Soprano não é um simples anti-herói, como outros criados nos últimos anos. Ele está além disso. Tony Soprano é humano. Afinal, é interpretado por um humano. De talento acima da média. Sem a sensibilidade e a capacidade de James Gandolfini, o mundo jamais conferiria fenômeno semelhante a Tony. Uma figura bruta e doce. Estúpida e astuta. Destemperada e comedida.  Poderosa e frágil. Corajosa e covarde. Capaz de representar, sem esforços, a angústia, a tristeza e a impotência que nós, mafiosos ou não, carregamos sem demonstrar.

“Família Soprano” acabou sem falas. Com um brusco corte seco no meio da cena e tela “black”. Para muitos fãs, o recado de David Chase foi de que a história de Tony não parava ali. A vida de James Gandolfini também acabou sem falas. Com um brusco corte seco no meio da cena e tela “black”. A história da TV não vai parar, mas receio que a tela preta ficará no ar por décadas.