O sonho maluco do Alexandre Frota

Gugu e os bonecos. O "Viva a Noite" pode voltar em 2014.

Gugu em 1987. O “Viva a Noite” pode voltar em 2014.

A rescisão do contrato milionário firmado entre Gugu e Record desencadeou uma série de palpites sobre o futuro do apresentador.

Contrato com a Band, aquisição da RedeTV! e retorno ao SBT são algumas das possibilidades aventadas pela mídia e pelos fãs.

De todas as teorias, a mais repetida diz respeito ao relançamento do “Viva A Noite”.

Exibido aos sábados, o programa foi o protótipo da versão “fun” do Gugu, faceta diretamente responsável pelo auge de carreira.

O vídeo abaixo relembra a atração que garantia picos de até 30 pontos ao SBT: o “Sonho Maluco”.

A mecânica era bastante simples.

As pessoas enviavam cartas ao Gugu relatando experiências inusitadas que adorariam vivenciar.

A produção do programa avaliava a viabilidade, preparava tudo e convidava a espectadora (raramente os homens participavam) para o palco.

Versátil (desesperado) desde o começo de sua carreira, Alexandre Frota topou tornar realidade o desejo de uma garota que ansiava… dar banho nele.

O modelo, ator, apresentador, empresário,  jogador de futebol americano, funkeiro, DJ e futuro prefeito de Diadema cantou “Splish, Splash”, tirou a roupa, foi para o chuveiro do SBT e protagonizou com enorme sorriso no rosto um dos momentos memoráveis da TV brasileira, registrado enquanto Gugu comandava o ‘Baile dos Passarinhos’ no palco.

O passado mascarado de Luciano Huck

Tiazinha: personagem garantia picos de 8 pontos ao "H".

Tiazinha: personagem garantia picos de 8 pontos ao “H”.

O homem que hoje constrói casas um dia construiu fetiches.

Luciano Huck não brotou do asfalto rumo à Globo, em 2000. Ele teve um passado na TV. Um passado mascarado. Depilado. E rebolativo.

Aposta da Band no fim dos anos 1990, o jovem apresentador galgou um lugar ao sol estimulando o público adolescente, especificamente o masculino.

Acompanhado pelo indecifrável Théo Werneck, o Liminha das pick-ups, Huck comandou por boas temporadas o “H”, versão softporn do “Programa Livre”.

No lugar dos convidados engravatados sabatinados por Groisman, a alma dos aniversários infinitos, mulheres (quase) peladas tomavam o palco, interagindo com o host.

De todas as modelos, a mais famosa atendia pelo simpático apelido “Tiazinha”, que  garantia picos de quase 10 pontos à Band quando tirava o roupão.

Dotada de máscara e chicote, ela depilava os adolescentes que erravam perguntas de atualidades.

A performance rendeu uma capa da Playboy, homenagens variadas (não pergunte o tipo) e um disco, com apoio do Vinny.

O hit “Uh! Tiazinha”, aliás, abre o espetáculo abaixo.

 

Ricos do Brasil: Chiquinho Scarpa, o arroz de festa do programa do Gugu

Chiquinho Scarpa e o Bentley falecido.

Chiquinho Scarpa e o Bentley falecido.

Uma pessoa rica interromperia a diversão na hidromassagem para bater um papo por telefone com o Gugu?

Chiquinho Scarpa é a prova viva de que nem o dinheiro garante a evolução dos brasileiros.

Herdeiro de um verdadeiro império industrial, ele nunca se preocupou em renovar os negócios da família, mas sempre tratou como prioridade a manutenção de seus 15 minutos de fama.

Fazer uma doação para o instituto do câncer? Claro!

Simular o enterro do Bentley?  Sim!

Ser pauta da brincadeira “O artista está em casa?”, no Domingo Legal? Com certeza!

Afinal, maior que a fortuna é o ego.

Antes de “Carrossel”, SBT usou intervalo comercial para comunicar liderança de audiência e atraso de filme

Silvio Santos: um rapaz sincero.

Silvio Santos: um rapaz sincero.

O cancelamento de “Carrossel” não foi a primeira aventura do SBT anunciada ao público via intervalo comercial.

Em 1998, para comunicar uma vitória de Gugu sobre Faustão, Silvio Santos ditou um texto (podem reparar, em qualquer comunicado do SBT há um tom pimpão, de tio churrasqueiro) com as médias de ibope a cada trinta minutos ilustradas por desenhos dos apresentadores em um ringue de boxe.

Dez anos antes, para bater a Globo, o recurso foi acionado para avisar o novo horário de “Rambo”.

Programado para as 21h30, o filme foi atrasado até o fim de “Vale Tudo”, que teve capítulo duplo naquele dia.

Resultado: o SBT ficou 50 minutos apenas com a mensagem “Não se preocupe, quando terminar a novela da Globo você vai ver: Rambo”.

A Globo obteve picos acima dos 80 pontos quando enfrentou a tela congelada da concorrente, mas levou de 40 a 15 quando Stallone começou a atirar.