A TV precisa de provocação

Frame da campanha "provocativa" da Band.

Frame da campanha “provocativa” da Band.

A Band tem um projeto de expansão bastante claro.

A chegada do “Pânico”, entregue de mão beijada pela RedeTV!, o retorno de Datena, os projetos da Cuatro Cabezas e a inserção das séries nas madrugadas ajudaram consideravelmente a emissora, tanto no mercado paulista quanto no mercado nacional. Se o desordenado aluguel religioso permanecer adormecido, superará o ibope do SBT rapidamente.

Além do óbvio ganho aos telespectadores, guarnecidos de mais atrações, essa inesperada reação devolveu um fator quase esquecido entre as redes abertas: a provocação.

Em um post da série “Grandes Momentos da TV”, reprisei a festa que Ratinho armou há mais de uma década quando talhou o leite global. É um espetáculo absolutamente vergonhoso, mas notável sob o ponto de vista da competição. A TV competitiva gera casos abissais, como o Latininho, porém, também serve para evitar o congestionamento de vídeos da internet, pois atiça egos.

Ao inundar suas chamadas com o peteleco “Por que aqui e não lá?”, a Band convida o telespectador a reparar a falta de criatividade de suas concorrentes, sem citá-las. O “lá” pode ser a RedeTV!, antiga rival, agora em sérios apuros para se aproximar da Cultura. Ou o SBT, conhecido pela grade itinerante. Ou, ainda, a Record, constantemente atrapalhada em seu plano primordial, a liderança do mercado.

Aqui, a ação. Lá, a reação. Porque neste meio ninguém confere provocações em silêncio.