HBO lança “Behind The Candelabra” no sábado

"Behind The Candelabra": status de estreia da semana.

“Behind The Candelabra”: status de estreia da semana.

Vencedor de 11 prêmios Emmy, o telefilme “Behind The Candelabra” estreia no Brasil neste sábado, 19 de outubro, às 22 horas, dentro da principal sessão do canal HBO.

Liderado por Michael Douglas, o roteiro conta a história do pianista gay Valentino Liberace, um dos principais astros do showbiz americano. Seu envolvimento amoroso com o hoje presidiário Scott Thorson, interpretado por Matt Damon, é o fio condutor da história.

Confira o trailer

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Os melhores filmes de super-herói da história

Elenco de "Watchmen".

Elenco de “Watchmen”.

Grandes poderes trazem grandes responsabilidades.

O mantra popularizado em “Homem-Aranha” se aplica – e muito – à avalanche de adaptações de HQs observada a partir dos anos 2000.

Pode reparar. Sempre que a Marvel ou a DC anunciam a chegada de um super-herói ao cinema surgem protestos e questionamentos. Nada mais natural. Fãs são perfeccionistas e, mais importante, já aguentaram produções terríveis.

Nesta lista, você confere apenas os filmes que silenciaram o coro dos descontentes. Os roteiros surpreendentes. Acredite, são muitos. Portanto, não estranhe se o seu predileto ficar de fora.

5º lugar
“Homem de Ferro”
(2008)

Não era um dos ponteiros em popularidade. Passou a ser. Robert Downey Jr. foi perfeito na interpretação de Tony Stark. Ressuscitou a carreira e permitiu ao personagem um lugar de destaque na competitiva Hollywood.
4º lugar
“Batman: O Cavaleiro das Trevas”
(2008)

Christopher Nolan fez um favor aos entusiastas do homem-morcego: enterrou definitivamente todos aqueles bizarros e coloridos filmes produzidos entre 1989 e 1997. “O Cavaleiro das Trevas” é maiúsculo. Não por Christian Bale, burocrático como sempre. Heath Ledger é o legítimo protagonista. Seu complexo “Coringa” não o matou, como alguns imbecis afirmaram na época, mas sem dúvida fez história.
3º lugar
“Homem-Aranha”
(2002)

Parte da decepção dos fãs em relação a Spider Man 3 certamente tem a ver com o desempenho deste primeiro filme do aracnídeo. Tobey Maguire foi Peter Parker por 121 minutos. Com eficiência acima do esperado.
2º lugar
“Os Vingadores”
(2012)

Quem poderia imaginar que Capitão América e Thor encontrariam a redenção? “Os Vingadores” é campeão de bilheteria com todos os méritos. Joss Wheldon soube roteirizar com louvor o filme que poderia ser o maior fiasco de todos os tempos. Diálogos ótimos, costura perfeita e cenas magistrais. Entretenimento puro e de boa qualidade. A Marvel merecia este presente.
1º lugar
“Watchmen”
(2009)

Alan Moore não viu e não gostou. Se assistisse, gostaria. Mas não assumiria, claro. A adaptação da graphic novel oitentista consegue ser agradável em todos os aspectos, um marco. O capricho vai do roteiro até as direções de arte e fotografia. Uma das mais importantes publicações de todos os tempos foi, sim, bem retratada no cinema.

“O Artista” confunde pieguice com homenagem

Jean Dujardin protagonizou "O Artista".

Jean Dujardin protagonizou “O Artista”.

Nunca foi tão fácil engabelar os milhares de membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e ganhar um Oscar.

Desde as primeiras exibições de “O Artista”, filme do diretor Michael Hazanavicius, vários saudosistas invadiram fóruns e blogs para destacar o caráter contemplativo da produção.

Pudera. Enquanto os estúdios concentram seus investimentos no 3D, uma gloriosa produção francesa teve a ousadia de reunir elementos do cinema clássico. Película sem cores, sem falas. Salas luxuosas, sem espectadores com penteados de jogador de futebol e roupas da coleção da Fergie. E bom humor. Muito bom humor. Aquele que, hoje em dia, ninguém mais suporta, mas finge amar para não decepcionar a trupe cult.

Centrado em Jean Dujardin, uma mistura de Murilo Benício e Tião Macalé, o projeto, raso, conta a história da estrela George Valentim, ator que não aceita a mudança para o cinema com vozes e acaba distante dos holofotes.

Após financiar um fracasso de público para tentar provar seu ponto de vista, ele se descontrola, perde parte de seus bens, acidentalmente incendeia a própria casa e quase morre. O drama pessoal é ampliado com uma tentativa de suicídio, impedida por Peppy Miller, atriz que ajudou a lançar e acaba o convencendo a voltar aos estúdios. Cerca de 90 minutos amarrados a um roteiro linear, exageradamente adocicado, pouco ousado e trabalhado por atores que simplesmente não funcionam, apesar da prerrogativa básica da interpetação: sorrir e fazer expressões capazes de irritar até o elenco de Vila Sésamo.

As cenas “metalinguísticas”, descritas por muitos como agradáveis e bem produzidas pílulas de um passado glorioso, também não se sustentam – acabam por tornar o filme ainda mais aborrecido, após trinta minutos de sessão. Porque os gracejos, os sorrisos ininterruptos e as danças repetidamente apresentadas criam a impressão de que o cinema antigo era um amontoado de ideias estúpidas trabalhadas para fazer rir, quando, na verdade, este era apenas um de seus segmentos. Se a intenção era homenagear o cinema, Hazanavicius acabou, sem querer, ignorando um pouco de sua história. Falha grave pra um “tributo”.

Sobra como único argumento razoável para justificar os votos e a vitória de “O Artista” no Oscar a péssima safra contemporânea, que mesmo com computação gráfica e câmeras 3D não consegue oferecer algo convincente. De fato, é impossível ignorar a inoperância e falta de perícia dos cineastas, nos últimos anos. A palermice tem triunfado sobre as ideias. Porém, querer punir a tecnologia premiando um filme tão canastrão quanto os outros só por ele se livrar dos “vícios” digitais é pura falta de imaginação. Justamente o que não falta em Hollywood: gente sem imaginação.

O fator “Titanic”

O relançamento de "Titanic" mexeu com o brio de Leonardo DiCaprio. Sem razão.

O relançamento de “Titanic” mexeu com o brio de Leonardo DiCaprio. Sem razão.

Quando relançado, “Titanic 3D” rendeu uma série de eventos de divulgação e, claro, uma première de pompa, realizada em Londres. Festa para celebrar o centenário da viagem inaugural do RMS Titanic, recordar o sucesso comercial da produção – o filme emendou incríveis quinze semanas no topo da bilheteria americana – e, aproveitando a esteira, brindar os 100 anos da Paramount Pictures.

Os convidados? As estrelas, é claro! Aquela é Kate Winslet. Ela está pálida. Fome, provavelmente. Dizem que até hoje passa mal quando ouve as primeiras notas de “My Heart Will Go On”. Faz sentido. O senhor ali no canto é James Cameron. Ele já engoliu o fracasso de “Avatar” no Oscar? Faturar quase 3 bilhões e ser derrotado para “Guerra ao Terror” não me parece um bom retrospecto. Falta o mocinho. É Leonardo DiCaprio. Onde ele está?

Para espanto geral, o ator ignorou não apenas a festa de reestreia do filme, como se esquivou de entrevistas e qualquer novo material promocional planejado. Segundo uma pessoa próxima, que concedeu entrevista à US Weekly, DiCaprio reconhece a importância de Titanic em sua carreira, mas hoje se vê em outro nível. “Levou muito tempo para ele se desprender do personagem e chegar onde está hoje”, resume a fonte.

Leonardo DiCaprio tem todo o direito de rejeitar convites. Premières parecem mesmo desagradáveis. Foto. Sorriso. Ficar entre o personagem e a personalidade. No entanto, a história do “é relevante, mas estou acima disso” definitivamente não cola.

Uma passada rápida pela filmografia do ator revela uma dezena de filmes piores que Titanic. “A Praia” é um dos roteiros mais atrapalhados dos últimos 20 anos. “Romeu e Julieta” decepciona em todos os sentidos. Os projetos anteriores ao hit são igualmente ruins. Um revezamento de atuações medianas e títulos fraquíssimos. Mesmo da recente e forte parceria com Scorsese é difícil extrair algo. Porque mesmo nos sofríveis “Gangues de Nova York”, “O Aviador” e “Ilha do Medo” ele foi capaz de se destacar. Em “Os Inflitrados”, único bom filme de Martin na década passada, Leo vai bem, mas é apenas um nome a mais. Apenas “Django Livre” é um trabalho acima da curva. Com uma carreira dessas, qual o problema em ser Jack Dawson?

A história de amor protagonizada por ele e Kate Winslet é realmente piegas. E um bocado melodramática. No entanto, poucos romances foram tão bem acertados. James Cameron reuniu em seu transatlântico cenográfico um punhado de atores eficientes e todos os antagonismos e vícios esperados em uma boa história – até conflitos entre classes sociais e velhinhos abraçados esperando pela morte foram pensados. Isso tudo em um cenário perfeito: uma epopeia naval marcada como a maior presepada dos mares. Aqui, o 3D é um luxo opcional e desnecessário. Leonardo DiCaprio, um mero tripulante à deriva no mar. Faz parte da história. Mas prefere negar. Esqueçam os botes.