O melhor trabalho de Leonardo DiCaprio, “Django Livre” chega às lojas em agosto

Versão em Blu-ray traz três extras: "Em Memória  de J. Michael Riva", "Os Figurinos de Sharen Davis" e "Reimaginando o Western Spaghetti". DVD traz apenas o primeiro vídeo adicional.

Versão em Blu-ray traz três extras: “Em Memória de J. Michael Riva”, “Os Figurinos de Sharen Davis” e “Reimaginando o Western Spaghetti”. DVD traz apenas o primeiro vídeo adicional.

Leonardo DiCaprio finalmente poderá esconder “Titanic” embaixo do tapete vermelho.

Em “Django Livre”, filme de Quentin Tarantino que ganhará versões em DVD e Blu-ray a partir de 7 de agosto, o ator demonstrou o talento que Martin Scorsese procurou em quatro filmes sem achar.

O segredo de Tarantino? Entregar a DiCaprio a tarefa de interpretar o carismático e problemático Calvin Candie, fazendeiro adepto da venda de escravos e do uso de alguns deles em sessões particulares de luta, diversão bastante comum no Sul dos Estados Unidos. A possibilidade de viver um vilão frio e descontrolado, um personagem forte de verdade, foi o melhor presente que o ator poderia receber em sua carreira. Um presente muito bem aproveitado, como o espectador notará quando for ao cinema.

A história começa ainda distante do personagem de Leonardo. Caçador de recompensas, o Dr. King Schultz (Christoph Waltz) encontra e compra Django (Jamie Foxx) para que ele o ajude na captura de três fugitivos. Terminada a missão, Schultz finda a relação de escravidão, garantindo a alforria dele. A dupla, cada vez mais afinada no ofício, acaba por não se separar, e decide ir em busca da esposa de Django, encontrada na fazenda de Calvin Candie, “cenário principal” da trama.

Os diálogos entre DiCaprio, Foxx e Waltz, várias vezes acompanhados por Samuel L. Jackson, simbolizam, talvez, o que teremos de melhor no cinema até o fim de 2013. Cada ator representa ao máximo, sem exageros e vícios, os aspectos mais repugnantes e benevolentes de seus personagens, em um legítimo espetáculo falado. O áudio prescinde o vídeo.

Bombardeado pelos excessos racistas do texto e pelas imagens fortes, Quentin Tarantino não merece qualquer linha de desaprovação. Sequências pesadas são realmente comuns nos filmes, mas qualquer mudança visual implicaria em um “perdão” ao que realmente ocorreu. A brutalidade do filme é um trailer do que os negros viveram.

Característica comum nos trabalhos de Tarantino, a trilha sonora de “Django Livre” é bonita e encontra perfeita sintonia com a incrível edição, responsável por manter um filme de aproximadamente 140 minutos em constante estado de tensão.

Sobram belezas e qualidades em “Django Livre”. Presta atenção na violência só mesmo quem não tem imaginação.
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