A grande entrevista de Sônia Bridi

Noticiário mais sisudo e metódico do Brasil, o “Jornal Nacional” reserva em sua história um dos momentos mais gloriosos de nossa televisão.

Exibida em 18 de março de 1997, a entrevista concedida por Fernando Collor de Mello à repórter Sônia Bridi é nervosa do primeiro ao último minuto (registre-se: o material, veiculado na íntegra, tem exatos dez minutos de duração).

O primeiro destempero surge logo no quarto segundo do encontro, gravado em Miami.

A jornalista pretendia questionar Collor a respeito de umas investigações da Receita Federal. Mal teve tempo de encerrar sua frase para ser informada de que aquilo tudo era uma mentira. E uma pantomima. E uma patuscada. E que ele repelia as mentiras com toda a veemência da força interior dele. Só não foi confrontada por um e-mail, expediente utilizado pela produção do “Teste de Fidelidade” para atestar a idoneidade de sua arte, porque e-mail e impressora era raridade naquela época. Mesmo nos Estados Unidos.

O show teatral de Collor garantiu ao Jornal Nacional picos de 45 pontos no ibope – a entrevista foi ao ar quando a Globo marcava 38. Na época, Bridi foi merecidamente celebrada pelos colegas e telespectadores devido sua estoica postura perante a “venal” reação de seu excelentíssimo entrevistado.

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