Rodrigo Faro sentiu na pele

Rodrigo Faro trocou sábado pelo domingo. Trocou seis por cinco.

Rodrigo Faro trocou sábado pelo domingo. Trocou seis por cinco.

A Record errou em sua programação de domingo. Não foi hoje, não foi semana passada, não foi no dia em que fizeram nu artístico durante o “Fala Que Eu Te Escuto”, mas sim em 2009.

Quando Gugu saiu do SBT, ele já estava em baixa. O “Domingo Espetacular” atormentava – e muito – a vida do apresentador. Mesmo assim, alguém achou boa ideia pagar um salário estratosférico a ele. Sem instigá-lo, envolvê-lo em um desafio. No fim, até a Band aproveitou a oportunidade para beliscar uns pontinhos.

Se aposentar o “Programa do Gugu” era uma necessidade financeira e estratégica, sacrificar Rodrigo Faro não era. Inicialmente, “O Melhor do Brasil” migrou do sábado para o domingo sem alterar sua formatação. A expectativa era de que o “Vai Dar Namoro?” fosse repetir os dois dígitos, assombrar a Globo, ensaiar uns passos musicais na cara de Eliana. Como a maioria das expectativas, morreu na beleza da semântica. Eliana continua em segundo lugar. A Record prossegue em terceiro.

Faro foi um achado da Barra Funda. Está longe de ser o melhor apresentador da TV, mas conseguiu substituir Márcio Garcia sem derrubar o programa ou a grade de sábado da emissora. Carismático, se aproximou do público e do mercado publicitário com surpreendente velocidade. Tudo graças a um diferencial: personalidade. Rodrigo aparenta tremenda satisfação e empatia no palco, o que, pode não parecer, acaba valendo simpatia extra do telespectador na hora de mudar de canal.

Enquanto os demais programas de auditório insistem quase em sua totalidade na cruzada de reformas, familiares desaparecidos e viagens de volta para a casa, ele resolveu constituir público com brincadeiras de palco e quadros de paquera. A originalidade também passa longe do cardápio, mas é a cópia menos ordinária disponível na praça – chegamos a um ponto em que até esforços do gênero merecem registro.

Ao obrigar Rodrigo Faro a se caracterizar de mendigo para emular o finado quadro “Sentindo na Pele”, apresentado por Gugu nos anos 1990, a Record mina o diferencial de seu melhor apresentador e acena para a consolidação do SBT na vice-liderança das tardes de domingo. Em linhas gerais, assumirá que não aprendeu nada com o insucesso de Gugu. E que não pretende assumir seu erro tão cedo.

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