Nova temporada de Malhação inaugura a ficção “Open English” da Globo

A nova "Malhação" é pior que o cursinho de inglês da TV

A nova “Malhação” é pior que o cursinho de inglês da TV.

Quem fez a vinheta de abertura e encerramento de “Malhação” gostava muito de Rá-Tim- Bum. Mas não prestou pra fazer um “efeito cascata” tão legal quanto o do clássico programa infantil da TV Cultura

Aliás, nada é original – ou suportável – na nova temporada do folhetim que abre a grade noturna da Globo.

A história, desta vez, não se passa em um colégio. Os jovens da trama independem da sala de aula para aprontar “as altas loucuras” anunciadas nas chamadas comerciais.

O protagonista é o ator Gabriel Falcão, que parece ter surpreendido a todos no teste de sorrir para a câmera, o seu único talento visível. Ele interpreta Ben,  garoto brasileiro que vive nos Estados Unidos e namora uma loira que com certeza trabalhou na Open English. O contato com ela, bastante curto, serve apenas para comunicar a decisão dele de abandonar o exterior e voltar para o Brasil. O carinho do casal lembrou muito a relação entre Sean Penn  e Madonna.

Para o azar do Obama, Ben não era a única encomenda do Projac perdida por lá. Temos ainda as meninas Anita (Bianca Salgueiro) e Sofia (Hanna Romanazzi), que fecham o triângulo amoroso da novela. Irmãs, elas conhecem Ben antes da volta para o Rio de Janeiro. Bianca é péssima atriz e fã de Miley Cyrus. Hanna também é ruim, mas sabe sorrir para a câmera sem parecer teatro do colegial.

Os núcleos secundários não agregam muito à história, mas também são dignos de nota. Uma criança prodígio foi escalada para fazer a apresentação de alguns personagens. O roteirista que planejou essa sacada “original” quis modernizar a narrativa, mas só conseguiu corar de vergonha os telespectadores.

Também há na nova “Malhação” uma personagem que sonha ser cantora. Em um trecho, o amigo roteirista resolveu fazer um crossover com o “The Voice”. A segunda tentativa de modernizar a narrativa também falhou. A performance de Cláudia Leitte como atriz é, para ser educado, inusitada. Ela tenta se levar a sério, mais ou menos como faz ao cantar, e o resultado é semelhante ao alcançado pelos seus discos: ruim. A cantora que tenta ser atriz só não é pior que a atriz que tenta ser cantora. A Globo finalmente vingou a colônia italiana colocando alguém sem talento para cantar uma música de Renato Russo. O fantasma de “Strani Amori” finalmente sucumbiu.

Com alguns atores veteranos escalados para salvar a audiência em caso de desastre, “Malhação” prova que melhor que a renovação é a desistência.

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