“Na Moral” não cola

Pedro Bial, o apresentador de "Na Moral".

Pedro Bial, o apresentador de “Na Moral”.

A nova temporada de “Na Moral”, programa que a Globo entregou a Pedro Bial para agradecer a disposição do jornalista em comandar o Big Brother Brasil, não foi bem recebida pelo público.

A atracão, exibida às quintas, após “Saramandaia”, marcou 8 pontos de média em seu primeiro encontro, um a menos que “A Fazenda”. ‘A Praça é Nossa” também estacionou nos 8 pontos.

A exemplo de outros insucessos da Globo, o problema de “Na Moral” não é a qualidade. Ele é bem feito, só não possui um posicionamento claro.

A obsessão brasileira em teorizar qualquer assunto e ouvir qualquer opinião, um dos filões do show, além de atrasar todos os debates, não funciona em programa de auditório. Seja qual for o convidado, o ar professoral sempre se manifestará, afastando o telespectador que deseja paz para construir suas opiniões.

Mesmo Fernando Henrique Cardoso, o atual chamariz de audiência do meio político, personalidade que definitivamente sabe dialogar com brasileiros de todas as classes, foi vítima do formato. Suas opiniões eram divulgadas em pílulas. A todo instante surgiam depoimentos sobre o tema da semana, a descriminalização das drogas, matérias e infladas frases de Marcelo D2.

Fosse definitivamente jornalístico ou assumido de uma vez como um “Altas Horas” adulto, “Na Moral” certamente teria melhor sorte. Como as mudanças são improváveis, a discussão das noites de quinta continuará liderada por Britto Jr.

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