“Senna” é filme para os fãs menos racionais de Fórmula 1

Idolatria prejudica a produção.

Idolatria prejudica a produção.

Se é difícil escolher qual foi o maior piloto brasileiro de Fórmula 1, é bastante simples apontar o mais querido pela torcida. Nelson Piquet e Emerson Fitipaldi são engolidos por Ayrton Senna quando o tema é idolatria.

O estardalhaço em torno do piloto, morto durante o GP de Ímola, não só é bem apresentado por “Senna” como, infelizmente, é parte dele. As ótimas imagens de arquivo são desperdiçadas no meio de tantas deixas criadas para levar os espectadores às lágrimas.

São vagos e raros os momentos em que o tricampeão é apresentado sem a vestimenta da ética e da bondade. Quando acontecem, a impressão que fica é a de decepção do público – parece ser incompreensível abordar Ayrton Senna sem o selo de herói.

O resultado dessa ânsia de emocionar e entregar aos brasileiros alguém para ser lovado é o esperado: um filme nada racional que mais lembra as novelas do SBT, tamanha a falta de ousadia e originalidade.

Ayrton Senna, especificamente por seu retrospecto nas pistas, merecia algo mais sério e complexo. Algo menos infantilizado.

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Um pensamento sobre ““Senna” é filme para os fãs menos racionais de Fórmula 1

  1. O filme e bem fraquinho mesmo quase santifica o Ayrton e foca demais no enredo vilao x mocinho entre Prost e Senna.

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