Série campeã de reprises na TV paga, “FDP” reúne clichês da ficção e do futebol

"FDP": Carreira longa nos canais HBO.

“FDP”: Carreira longa nos canais HBO.

Primeira série da HBO encomendada para atender a cota de programas nacionais firmada pela Ancine, “FDP” é, com olhar generoso, um grande desastre.

Produzida pela Pródigo Filmes, o roteiro conta a história de Juarez. Árbitro de futebol, ele carrega consigo o desejo de apitar a final da Copa Libertadores. Bom profissional dentro das quatro linhas, ele é um bocado estúpido fora delas. Após uma pulada de cerca, acaba descoberto pela esposa e, por uma dessas coincidências de Nossa Senhora de Maria Adelaide do Amaral, perde a guarda do filho – o juiz que alguns dias antes não ganhou uma mãozinha do árbitro durante a final de um campeonato foi o designado para definir o tutor do menor.

Não bastasse a obviedade do roteiro, a série conta com diálogos e profissionais muito ruins. Durante o episódio piloto, o mais embaraçoso de todos, chamaram atenção a cena que “satirizava” as mesas redondas, recheada de piadinhas que alunos do Ensino Médio teriam vergonha, e a péssima interpretação dentro de campo. Nunca um treinador foi tão caricato e polido para reclamar da arbitragem.

Paradoxo, a única alma que consegue a redenção na série é a mãe do juiz. Mãe de juiz é santa até na ficção.

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4 pensamentos sobre “Série campeã de reprises na TV paga, “FDP” reúne clichês da ficção e do futebol

  1. Vi os episódios 1 e talvez o 4 e achei o seguinte na época:

    Episódio 1:

    Ficou no limite para eu não me mexer para ver o 2º episódio. A parte do futebol salvou.
    Se ficar a lenga-lenga (mal escrita/dirigida/encenada) da relação familiar, vai rodar.
    Quer colocar essa empulhação faz que nem Av. Brasil ou Tropa de Elite. Vicia primeiro para depois empurrar o lixo.

    Episódio 4:

    Vi agora um episódio que deve ser o 4º.
    Achei bem fraco. Que eu não iria catar o 2º e o 3º já estava decidido. A ponderação seria se veria o 5º.
    No fim, rolou um teaser dele e ficou claro que além de escrito como uma peça “espirituosa” de colégio, eram episódios quase isolados, esquetes.
    Uma propaganda qualquer e em seguida um daqueles “mini-making off” com atores falando qualquer coisa sobre o personagem. A atriz que faz a mulher do juíz falou qualquer merda e por fim um viado que trabalha na produção escancarou que não era sobre futebol, mas sim um sei lá mostrada em uma comédia leve com futebol como pano de fundo.
    A HBO que é reconhecida por excelentes séries (e o que vi: Rome e Game of Thrones corroboram com essa percepção) deveria proibir a HBO Brasil de produzir essa bosta.
    Deveria ter alguma lei proibindo os viadinhos que tomam conta das artes cênicas brasileiras tocarem a mão em algo que não os pertence, futebol.

    • Caro victor voce nao entendeu bem a premissa da serie ela nao se foca no futebol e sim na vida pessoal do arbitro. Alem disso futebol nao e algo sagrado para que alguem nao possa falar, escrever ou ter qualquer opiniao sobre ele.

      • Tanto entendi que pulei fora com 2 episódios.
        Futebol não é sagrado para que alguém possa fazer ficção e talvez por isso tenha tanta porcaria que nem de longe passa a naturalidade sobre o meio. FDP é mais uma delas.

  2. Pingback: O bom negócio da HBO | >>TELEGUIADO

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