Retorno de Roberto Justus é o diferencial da nova temporada de “O Aprendiz”

"O Aprendiz" marcou 5,5 pontos na estreia de sua nova temporada.

Primeiro episódio de “O Aprendiz” marcou 5,5 pontos de audiência.

Um bom reality show parte da combinação de quatro fatores primordiais: tema, execução, casting e mediação.

“O Aprendiz” quase sempre reuniu na íntegra esses elementos.

“Avenida Brasil” não transformou a teledramaturgia brasileira

Carminha: o vilão Tex Avery. Um berro para cada queda.

Carminha: o vilão Tex Avery. Um berro para cada queda.

João Emanuel Carneiro, autor de “Avenida Brasil”, não é um gênio.

Adriana Esteves, intérprete da já icônica Carminha, não merece o Emmy.

A Classe C não foi descoberta e reverberada pelos moradores do Divino.

Murilo Benício não tomou jeito. Continua mau ator.

Motivados pelos impressionantes índices de audiência de “Avenida Brasil”, diversos colunistas dispararam uma sequência de elogios sobre o roteiro da novela e seus protagonistas.

Disseram que ela era dinâmica. Fizeram comparações com “Homeland”. Alçaram Carminha ao posto de grande vilã. Sustentaram que a novela tinha ousadia em seu texto.

A novela, de fato, foi dinâmica. Adriana Esteves e Débora Falabella estavam sempre em movimento. Uma tensão localizada, portanto. Os outros núcleos? Ficaram congelados, como os encerramentos dos capítulos. Nem a cruzada pelo beijo gay durou muito tempo – o que foi excelente, pois evitou discussões envolvendo Silas Malafaia e outros nobres intelectuais do Brasil do século 21.

A partir das comparações com “Homeland”, porém, é difícil levar a sério o estardalhaço dos cegos por “Avenida Brasil”.

Vencedora do Emmy, a série liderada por Damian Lewis é fúnebre, tensa e ambígua. O conceito de vingança das tramas brasileiras, sempre ligado ao marido bonito da vizinha e ao dinheiro de alguém, não faz frente alguma ao contexto geopolítico de “Homeland”.

Suspeitar que Carminha promova no Brasil a ideia do anti-herói é outro despropósito. Adriana Esteves foi obrigada a atuar a novela inteira como aquele Lobo que atazanava o “Droopy”. Max fez bobagem? Gritos histéricos. Nina tem as fotos? Berros e puxões de cabelo. Os olhos não saltavam e ela não mudava de cor por impossibilidade.

O texto, por conter uns palavrões, foi logo festejado como emissor das boas novas da dramaturgia tupiniquim. Não sei quem inventou a relação entre ofensas e amadurecimento. Só sei que é um baita equívoco. O que você notou de diferente entre o texto falado pelos atores desta novela e o interpretado em “A Favorita”, última novela de João Emanuel Carneiro? Nada. Nem a relação entre mocinho e vilão foi diferente. A rasa ambiguidade trabalhada pelo autor já estava lá.

O Brasil precisa se decidir. Ou faz novelas à moda antiga ou envereda de uma vez para o ensemble show, o formato das series americanas, em que personagens são pesados pela inteligência psicológica. A tentativa farsesca e acovardada representada por “Avenida Brasil” não pode ser encarada como evolução, nem como modelo. Não faltam bons roteiristas ao Brasil. Mesmo autores de novelas, como o excepcional Silvio de Abreu, criador de “A Próxima Vítima”, última inovação da nossa TV, estão dispostos a experimentar formatos novos, abordagens empolgantes e temas interessantes. Por que não tentar?

Vera Holtz, Otávio Augusto, Marcio Caruso e a própria Adriana Esteves, entre tantos outros nomes da nova e velha guarda, merecem papéis melhores.

Ninguém quer viver de Oi Oi Oi. Ninguém merece viver congelado.

O sonho maluco do Alexandre Frota

Gugu e os bonecos. O "Viva a Noite" pode voltar em 2014.

Gugu em 1987. O “Viva a Noite” pode voltar em 2014.

A rescisão do contrato milionário firmado entre Gugu e Record desencadeou uma série de palpites sobre o futuro do apresentador.

Contrato com a Band, aquisição da RedeTV! e retorno ao SBT são algumas das possibilidades aventadas pela mídia e pelos fãs.

De todas as teorias, a mais repetida diz respeito ao relançamento do “Viva A Noite”.

Exibido aos sábados, o programa foi o protótipo da versão “fun” do Gugu, faceta diretamente responsável pelo auge de carreira.

O vídeo abaixo relembra a atração que garantia picos de até 30 pontos ao SBT: o “Sonho Maluco”.

A mecânica era bastante simples.

As pessoas enviavam cartas ao Gugu relatando experiências inusitadas que adorariam vivenciar.

A produção do programa avaliava a viabilidade, preparava tudo e convidava a espectadora (raramente os homens participavam) para o palco.

Versátil (desesperado) desde o começo de sua carreira, Alexandre Frota topou tornar realidade o desejo de uma garota que ansiava… dar banho nele.

O modelo, ator, apresentador, empresário,  jogador de futebol americano, funkeiro, DJ e futuro prefeito de Diadema cantou “Splish, Splash”, tirou a roupa, foi para o chuveiro do SBT e protagonizou com enorme sorriso no rosto um dos momentos memoráveis da TV brasileira, registrado enquanto Gugu comandava o ‘Baile dos Passarinhos’ no palco.

Participação de Marina Silva garante 4,7 pontos ao “Programa do Jô”

A presença da ex-senadora Marina Silva derrubou a audiência do “Programa do Jô”.

A entrevista, exibida na madrugada de quarta-feira (16), marcou 4,7 pontos de audiência.

O resultado ficou meio ponto abaixo do alcançado pela produção no dia anterior.

Na comparação com a última terça-feira, a diferença ainda é maior: 0,8 pontos.

Marina Silva não é a única personagem da campanha presidencial de 2014 a derrubar o ibope da TV.

Semana passada, Dilma Rousseff tirou Ratinho da vice-liderança de audiência com uma entrevista gravada em Brasília.